O projecto Estúdios nasceu em 2008, fruto da parceria entre o Mundo Perfeito e o Teatro Maria Matos, com a ambição de ser um espaço de encontro entre artistas portugueses e estrangeiros, de experimentação e de risco.
Em 2009 este projecto reuniu três criadores portugueses e quatro
criadores brasileiros que, juntos, apresentaram três espectáculos
diferentes, em três fins de semana de Julho. Cada um destes
espectáculos foi preparado em apenas uma semana. Foram três
espectáculos sem rede, agarrados à energia do imprevisto. Nuns poucos dias, escrevemos, lemos, experimentámos, traduzimos, ensaiámos, misturámos sotaques de Portugal e do Brasil. Construímos, com todos os mistérios dos primeiros encontros, três espectáculos como se fossem três promessas.
criações e interpretações Alex Cassal, Cláudia Gaiolas, Felipe Rocha, Michel Blois, Paula Diogo,Thiare Maia e Tiago Rodrigues produção executiva Magda Bizarro e Moirika Reker produção Mundo Perfeito e Teatro Maria Matos
Apoio da Interlog para o espectáculo "Pedro procura Inês"
Disponível para digressão em 2011
Espectáculo 1
Sempre
“Ao longo de uma semana, imaginámos que tínhamos estado trancados durante três anos no Teatro Maria Matos, que nos nos tínhamos tornado uma família isolada do resto do mundo, que um dos artistas tinha morrido e que todos os outros tinham tido uma filha. Imaginámos o espectáculo que teríamos feito, se tivéssemos três anos em vez de uma semana para o fazer”.
Espectáculo 2
Pedro procura Inês
“Depois de um encontro a sete, no espectáculo da primeira semana, dedicamo-nos aos encontros a dois. Duetos que podem acontecer em espaços dialogantes: o Algo e o Nada, a realidade e a ficção, ou Portugal e o Brasil. Duetos que podem ser trios ou solos, mas que são sempre encontros, procuras, tentativas. Isto é, pelo menos, o que pensamos que nos interessará trabalhar para a semana, mas também podemos mudar de ideias. “
Bobby Sands vai morrer Thatcher assassina!
“Para o espectáculo da última semana, já falámos da hipótese de nos dedicarmos aos distúrbios e subversões da comunicação. Mensagens adulteradas, retransmitidas, adaptadas, traduzidas. Tudo são cópias, colagens, reinvenções, comentários, dialectos e sotaques. Tudo são versões de uma qualquer coisa original a que nunca teremos acesso.”